ALMEIDA, António José de

António José de Almeida nasceu em Vale da Vinha, Penacova, em 17 de Julho de 1866 e faleceu em 31 de Outubro de 1929, em Lisboa. Aderiu ao republicanismo nos tempos da Universidade: era ainda aluno de Medicina em Coimbra quando publicou no jornal académico Ultimatum um artigo que ficou famoso, intitulado Bragança, o último, que foi considerado insultuoso para o rei D. Carlos. Defendido por Manuel de Arriaga, acabou condenado a três meses de prisão. Em 1895, depois de terminar o curso, foi para Angola e posteriormente estabeleceu-se em São Tomé e Príncipe, onde exerceu medicina até 1903. Regressando a Lisboa nesse ano, foi para França onde estagiou em várias clínicas, regressando no ano seguinte, entrando então na política activa. Candidato do Partido Republicano Português às eleições de 1905 e 1906, foi eleito deputado em Agosto deste último ano. Em 1907, adere à Maçonaria. Ministro do Interior do Governo Provisório, foi depois várias vezes ministro e deputado, tendo fundado, em Fevereiro de 1912, o Partido Evolucionista, um partido republicano moderado cindido do PRP, organizado em torno do diário República, que tinha criado em Janeiro de 1911. Em 6 de Agosto de 1919 foi eleito presidente da República e exerceu o cargo até 5 de Outubro de 1923, sendo o único presidente da I República a completar o mandato. Nestas funções, foi ao Brasil em visita oficial para participar no centenário da independência da antiga colónia portuguesa. A sua eloquência e a afabilidade do seu trato fizeram daquela visita um êxito notável. Manuel Loff, Sofia Ferreira Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue ARRIAGA nasceu na Horta, a 8 de Julho de 1840 e faleceu em 5 de Março de 1917, em Lisboa. Foi o primeiro presidente eleto da República Portuguesa. Estudou direito na Universidade de Coimbra de 1860 a 1865. Membro do Partido Republicano Português, de cujo Directório fazia parte, juntamente com Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro, Teófilo Braga e Francisco Homem Cristo, foi eleito deputado quatro vezes deputado pelo círculo da Madeira (de 1882 a 1892). Considerado um orador notável, muitos dos seus discursos deram um impulso importante à causa republicana. A 17 de Outubro de 1905, foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra. Foi deputado constituinte em 1911 e eleito primeiro Presidente da República. O seu mandato foi marcado logo de início pelas incursões monárquicas movidas por Paiva Couceiro a partir de território espanhol. Após o Movimento das Espadas, em 1915, Arriaga convidou o general Pimenta de Castro a formar governo, encerrando o Parlamento, uma decisão que deu origem a forte descontentamento da maioria parlamentar democrática dirigida por Afonso Costa e a uma revolta (14 de Maio) com centenas de mortos, que consegue derrubar o general e formar uma junta militar que repõe a ordem. Arriaga é então substituído pelo professor Teófilo Braga.

Manuel Loff, Sofia Ferreira